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O diário mais famoso do mundo

fevereiro 9, 2011

Quando era criança, eu assisti a um filme sobre O Diário de Anne Frank e não me lembro ao certo, mas tenho quase certeza que li partes do livro. Na última semana, peguei o livro novamente para ler e fui fazer algumas pesquisas sobre o tema, para uma matéria da revista ler&Cia (publicação do Grupo Livrarias Curitiba), que sai no início de março.

Além de, é claro, ter ficado novamente chocada com as privações que aquela família passou e com a perseguição que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra, conheci alguns novos fatos que não sabia sobre o diário e achei muito interessante do ponto de vista textual. Primeiro: vocês sabiam que em uma das suas anotações, Anne Frank disse que queria ser jornalista? Sim, nesse dia, ela falou que queria escrever e fazer diferença no mundo. Ela afirmou que não queria ser como as mulheres da sua época que trabalhavam para depois serem esquecidas, mas queria viver mesmo depois da sua morte.

Em abril de 1944 – já fazia 20 meses que eles estavam escondidos – Anne ouviu no rádio um dos ministros da Holanda dizer que muitos diários e cartas do tempo da guerra seriam publicados ao fim do conflito. Ela ficou muito animada com a ideia de que seu diário pudesse interessar a outras pessoas. Por isso, ela começou a “editar” os seus escritos. Reescreveu trechos que pudessem estar confusos, excluiu algumas páginas que pudessem não ter importância e acrescentou informações faltantes. Um trabalho minucioso para deixar o diário bem apresentável.

Alguns meses depois, ela e sua família foram levadas a campos de concentração e Anne morreu em Auschwitz, aos 15 anos, um mês antes do suicídio de Hitler. Seu pai, o único da família que voltou vivo dos campos, teve acesso ao diário de Anne e decidiu fazer sua vontade. Trabalhou para que o diário fosse publicado, mas antes, tirou alguns trechos que consideravam inapropriados.

Para quem não conhece nada sobre Anne Frank, sugiro primeiramente entrar no site www.annefrank.org (em inglês) e ler um pouco sobre sua história, conhecer a linha do tempo dos fatos e visitar o esconderijo em 3D, disponível na página. Depois, leia a versão original – primeira publicada – do livro. Já conhecendo o ambiente e as datas, fica mais fácil de entender os relatos de Anne. Se você quiser se aprofundar, depois pode ler O Diário de Anne Frank – versão definitiva, publicada pela Record em 2003. Esse traz os trechos que o pai de Anne omitiu, são cerca de 30% de texto extra. Há ainda The Critical Edition (não achei a publicação no Brasil) que traz o diário original de Anne, os textos reescritos por ela e a edição feita pelo pai. São mais de 700 páginas, ideais para quem quer acompanhar a evolução da escrita da adolescente.

A matéria sobre Anne Frank e seu diário sai na edição da ler&Cia de março, que estará disponível nas lojas do Grupo Livrarias Curitiba.

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